Por: Eliacir Pedrosa da Silva
Primeiramente quero deixar meu registro de gratidão por participar deste site. Estamos num momento histórico onde se busca uma nova visão de mundo, em que as coisas sejam vistas nas diversas interações e trocas constantes, passando por acordos provisórios e em outros momentos por conflitos. Todavia, todos dizem desejar a Paz. Considerando o caminho da vida nessa "mão dupla", percebe-se que para transformar é preciso transformar-se. Então, a capacidade de fazer escolhas de natureza e efeitos radicalmente diferentes define o ser humano, com escolhas das mais simples às complexas e que podem ter impactos profundos na vida de uma ou de muitas pessoas. Algumas são conscientes e outras não; individuais ou coletivas. Paz e violência são fenômenos exclusivamente humanos, nem os animais podem ser considerados violentos ou pacíficos, já que agem por instintos e sempre dentro das leis do mundo natural.
O desafio maior, e o de fazer as escolhas certas e de forma consciente, para a construção de uma Cultura de Paz. Os riscos da falta de atitude diante de um panorama de tamanha gravidade, onde a violência permeia a sociedade, há que se fazer a sua escolha: ou ajuda-se a manter as coisas como estão, ou a transformá-las. A paz não pode ser um ideal com o qual se sonha, aguardando que ocorra espontaneamente. É uma caminhada que só acontece pela vontade e ação do ser humano. É em si o processo, o aprendizado e a meta. Assim como as "guerras começam na mente dos homens", a paz também começa na nossa mente. A mesma espécie que inventou a guerra é capaz de inventar a paz. A responsabilidade é de cada um de nós.
Saudações Fraternas,
Eliacir Pedrosa da Silva
Assistente Social/Especializada em Saúde Pública/Gestão Pública
(parte do texto - Escolha da Paz, Feizi Milani / Rita de Cássia) |